Quantificadores linguísticos e numerosidade no autismo
evidências comportamentais sobre a compensação da memória declarativa
DOI:
https://doi.org/10.58980/eiaerh.v12i00.459Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Numerosidade, Quantificadores, Memória declarativa, PsicolinguísticaResumo
Este estudo examinou em que medida os quantificadores todos, alguns, muitos e poucos modularam o julgamento de numerosidade em crianças e adolescentes autistas e não autistas e avaliou a compatibilidade dos resultados com a hipótese da compensação da memória declarativa. A investigação se justifica pela escassez de estudos que integrem quantificação linguística, cognição numérica no autismo e memória declarativa/procedimental. Em uma tarefa de escolha forçada, sentenças auditivas foram pareadas a conjuntos visuais não simbólicos. A presença do operador elevou a acurácia do grupo não autista de 51,0% para 78,9% e a do grupo autista de 50,7% para 65,4%. Apenas o tipo de operador explicou a variação na latência. Todos e muitos favoreceram maior acurácia; poucos e alguns, menor. O ganho do grupo não autista foi cerca de 1,9 vez maior, não sustentando a formulação forte da hipótese compensatória. Os resultados indicam modulação linguística da numerosidade, sem evidência de compensação declarativa no grupo autista.
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